Informações gerais

A Semana Benny Goodman foi um projeto colaborativo que realizou interferências artísticas e pedagógicas no CEP/Escola de Música de Brasília entre os dias 25 e 29 de maio de 2009. O evento contou com a participação de professores e alunos da escola, além de músicos convidados, e prestou homenagem ao centenário de nascimento de Benny Goodman.

O clarinetista e bandleader Benjamin David Goodman, conhecido mundialmente como Benny Goodman, incorporou seu instrumento ao universo do Jazz. Atuou ainda no âmbito da música erudita e interpretou peças como o Concerto para Clarineta e Orquestra K622 de Mozart, além de encomendar obras de compositores como Aaron Copland e Paul Hindemith.

Sua big band tornou-se a mais célebre da Era do Swing (1936 - 1939) e foi o primeiro grupo de Jazz a romper com os preconceitos raciais dominantes, apresentando-se com músicos brancos e negros. Tanto o Benny Goodman's Trio quanto a big band de Benny Goodman influenciaram músicos brasileiros, como Severino Araújo e Radamés Gnatalli.

domingo, 31 de maio de 2009

Recital: A Música Erudita e o Jazz II

Última atividade realizada na Semana!
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Com a mesma proposta do recital de terça-feira, a apresentação se iniciou com o Trio Ypê 3, formado pelos professores Kléber Lopes (oboé), José Nogueira (clarineta) e Cristina Porto (fagote). O grupo apresentou Ragtime, de Scott JOPLIN.
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Trio Ypê 3 - Profs Kléber Lopes, José Nogueira e Cristina Porto

Em seguida o músico convidado Roberto "Kaçulinha", clarinetista da Banda Sinfônica da Polícia Militar do DF, apresentou as Três peças para Clarineta Solo, de Igor STRAVINSKY, uma das obras do repertório erudito que Benny Goodman costumava tocar. Enquanto na primeira peça Stravinsky trabalha sobre o registro chalumeau (registro mais grave), nas peças seguintes o compositor faz uso constante do registro agudo, buscando coloridos que sugerissem o brilho da performance jazzística. O aspecto virtuosístico, também característico do Jazz, pode ser bastante observado nas últimas peças. Na terceira, Stravinsky utilizou-se claramente de vários fragmentos rítmicos característicos do ragtime.

Roberto "Kaçulinha"

Os professores Félix Alonso (clarineta) e Roberto Ruffino (piano) apresentaram os dois últimos movimentos da Sonata para Clarineta e Piano de Francis POULENC (II. Romanza e III. Allegro). Esta obra teve sua estréia no Carneggie Hall, em Nova Iorque, através do trabalho de Benny Goodman e Leonard Bernstein. Em seguida o duo fechou a apresentação com uma série de peças do clarinetista de Jazz Artie SHAW, contemporâneo de Benny Goodman.


Professores Félix Alonso e Roberto Ruffino

Palestra: O Arranjo no Jazz

O Professor Joel Barbosa de Oliveira, Mestre e Doutorando em Música com pesquisa em Arranjo (ambos cursos pela Universidade Estadual de Campinas), realizou uma palestra sobre o Arranjo no Jazz nesta sexta-feira. A palestra atraiu inclusive professores do CEP/EMB, como Eli e Epaminondas (Professores e regentes da Banda Primeiros Sons do vespertino), Fernando Machado e José Nogueira (Clarineta e Saxofone) e Taís Vilar (Clarineta).

Para os interessados no assunto, o Professor Joel divulgou uma ótima notícia durante a palestra: será oferecido no CEP/EMB um Curso Técnico em Arranjo, com turmas iniciando suas aulas já no 2º Semestre de 2009! Quem quiser entrar em contato com o Professor Joel para mais informações, escreva um e-mail para: joelbarbosa@yahoo.com.

Devido à necessidade de alteração no horário de início das palestras (de 15h30 para 16h30), infelizmente não foi possível a realização da palestra do Professor Luiz Roberto “Chocolate”. Planejaremos uma nova data para esta palestra, num evento ou ocasião futura, com certeza!

BRAPO e convidados!

A Brasília Popular Orquestra (BRAPO), formada em 1982 por iniciativa de Manoel Carvalho de Oliveira, participou das comemorações do centenário de Benny Goodman realizando uma ótima apresentação.
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Composta por cinco saxofones, quatro trompetes, quatro trombones, piano, guitarra, contrabaixo, bateria e percussão (a formação 5-4-4, que o professor Boogie explicou no Minicurso), a BRAPO contou ainda com a praticipação de 4 clarinetistas solistas, todos músicos da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro: Alexandre Areal, Manoel Carvalho, Marcos Cohen e Renata Menezes.
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PROGRAMA DO CONCERTO:
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H.J.LENGSFELDER, ERVIN DREKE E JUAN TIZOL /ARR. DE DAVE WOLPE – Perdido

DIVERSOS – Samba do avião / Influência do Jazz / Só danço Samba

SEVERINO ARAÚJO – Pensando em Você
Clarineta solo: Profº Alexandre Areal (abaixo)
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DIMAS SEDÍCIAS – Blow up Blues

A. C. JOBIM/ARR. ROB McCONNELL – Dindi

SEVERINO ARAÚJO – Um Chorinho delicioso
Clarineta solo: Profº Alexandre Areal

SEVERINO ARAÚJO – Um Chorinho em Montevidéo
Clarineta solo: Marcos Cohen (abaixo)
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K-XIMBINHO/ARR. DIMAS SEDÍCIAS- Eu quero é paz
Clarineta solo: Renata Menezes (abaixo)
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CARROLL DeCAMP –Tribute to Benny
Clarineta solo: Profº Manoel Carvalho

SEVERINO ARAÚJO – Nivaldo no Choro
Clarineta solo: Profº Manoel Carvalho .
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SAMMY NESTICO – Ya Gotta Try


MÚSICOS DA BRAPO:


MAESTRO E BANDLEADER: Manoel Carvalho de Oliveira.

SAXOFONES: Isaac das Neves, Fernando Henrique Machado, Raildo Alves Pereira, Givanilson Sousa Costa, Célio Francisco Correia.

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TROMPETES: Jonas Cirqueira dos Santos, Argemiro de Oliveira Filho, Westony, Tiago Siqueira Dias.

TROMBONES: Elias Moreira Gomes, Tiago Poty, Valmir Ferreira Nunes, Gilson do Nascimento Santana.


PIANO: Marcus Vinicius Sodoma da Fonseca.

GUITARRA: Flavio Vieira Paulo.

CONTRABAIXO: Julio Cezar Pimentel Sombra.

BATERIA: Stive Antonio Marta.

Masterclass com Ademir Júnior

Na tarde de quinta, o clarinetista e saxofonista Ademir Júnior nos contemplou com uma masterclass sobre Estudo do Jazz e Improvisação. Pra quem quiser saber mais e estudar mais Jazz, Ademir deixou seu contato através do blog e sua apostila à disposição. Tem também a Comunidade no Orkut chamada Hackers de Imporviso. É só clicar!

Concertos didáticos: Clarinets' Jazz Ensemble

O grupo Clarinets' Jazz Ensemble realizou dois concertos didáticos no Teatro Carlos Galvão na quarta, 27 de maio: às 10h30 e 15h30. Assim pudemos beneficiar turmas do matutino e do vespertino. O grupo é formado pelos clarinetistas Taís Vilar (professora) e Hugo Macêdo (ex-aluno), o guitarrista Jessé Gomes (professor), o baixista Marcelo Nardelli (aluno) e o baterista Bruno Castelato (aluno). No repertório, Jazz tradicional escrito para duas clarinetas pelo alemão Hanz Both. Fotos da apresentação no turno vespertino.

Clarinets' Jazz Ensemble:
Taís Vilar e Hugo Macêdo (clarinetas), Jessé Gomes (guitarra),
Marcelo Nardelli (baixo) e Bruno Castelato (bateria).
Foto: Profª Ana Paula.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Recital: A Música Erudita e o Jazz I

Ocorreu às 20h00 no Teatro Levino de Alcântara um ótimo recital com o seguinte PROGRAMA:

Profº Fernando Machado (clarineta) e Profª Margareth Ostrowsky (piano):
Darius MILHAUD - Concerto para Clarineta e Orquestra
I. Lively - IV.Lively

Profº André Sinico (flauta) e Profª Taís Vilar (clarineta):
John RUTTER - 3 Miniaturas Americanas para Flauta e Clarineta
I. Fanfarre and Proclamation - II. Blues - III. Rag

Flávio Rubens (clarineta) e Profº Fernando Machado (clarone):
Scott JOPLIN - The ragtime dance

Flávio Rubens e Profº Fernando Machado (clarinetas) e Lucas (violão):
Severino ARAÚJO - Chorando Baixinho
e outros choros.

Hugo Macêdo, Flávio Rubens e os professores Fernando Machado, Taís Vilar e André Sinico.

Recital dos Alunos

Os alunos Ana Ruthe, Rachel, Ivo e Luiz Eduardo, do Básico 1 em Clarineta, ou seja, primeiro semestre do curso, apresentaram Hard Rock Blues de John HIGGINGS. Os alunos do Curso Técnico em Clarineta e seus convidados apresentaram-se separadamente com as peças:

Charlie PARKER - Billy's Bounce
Thiago Fernandes, Thiago (piano) e Pedro Augusto (bateria)

Walter MELROSE e The New Orleans Rhythm Kings: Tin Roof Blues
Thiago Fernandes, Profº Roberto Ruffino (piano) e Pedro Augusto (bateria)

Scott JOPLIN - Maple Leaf Rag
Cassiane Vieira, Profº Roberto Ruffino (piano) e Pedro Augusto (bateria):

Parabéns aos alunos pelo trabalho e aos familiares que compareceram, nos prestigiando!

Minicurso de História do Jazz e Exibição de Vídeos

O professor Boogie ministrou o seu Minicurso de História do Jazz, cheio de propostas de livros, vídeos, CDS e, claro, de informações muito interessantes e preciosas. Veja as sugestões de filmes e livros apontadas por ele na coluna à direita.
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A Exibição de Vídeos na quarta-feira à noite (18h45 na Sala B10) começou com o Concerto de Aaron Copland (20 minutos; apresentação integral), que foi dedicado e estreado por Benny Goodman. O vídeo apresentado foi gravado durante a Festa de 180 Anos da Buffet Crampon em novembro de 2005, e tem Pascal Moraguès como solista.
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Em seguida foram apresentados vídeos selecionados pelo Profº Boogie. O professor aproveitou a oportunidade para realizar uma rápida revisão de suas aulas de segunda e terça-feira, enfatizando os principais pontos abordados.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Cartaz da Semana

Clique na imagem para ampliá-la.
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Design gráfico: Profº Rodrigo Hoffman
Valeu, amigo!!!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Infuência das orquestras de Jazz no Brasil

Orquestra Tabajara e Severino Araújo

O pernambucano Severino de Araújo foi um dos pioneiros na fusão de elementos jazzísticos e chorísticos. Fã das orquestras americanas, que ouvia diariamente nas transmissões em ondas curtas que eram facilmente captadas em João Pessoa (para onde se mudou afim de trabalhar na já afamada Orquestra Tabajara), Severino quis reproduzir o som mais encorpado que ouvia no rádio. Caso raro de músico que assume sem culpas a influência norte-americana, Severino já tinha como ídolo àquela épca o genial Benny Goodman clarinetista que fez enorme sucesso no início dos anos 1930. E assim, o que era uma orquestra de salão (2 trompetes, 3 sax, trombone e base) cresceu, tornando-se uma big band brasileira.

Benny Goodman's Trio


Benny Goodman, o pianista Teddy Wilson e o baterista Gene Krupa formavam um trio que obteve muito sucesso em todo o mundo: o Benny Goodman Trio (acima). Veja os vídeos: Nice Work If You Can Get It e China Boy and Sheik of Araby.
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Foi a partir desse sucesso que surgiu a idéia do Trio Carioca (Luiz Americano, clarineta; Radamés Gnattalli, piano; e Luciano Perrone, bateria). Mr. Evans, o diretor da gravadora Victor, a partir do sucesso mundial do Trio de Benny Goodman, perguntou a Radamés se ele achava possível fazer algo similar com a música brasileira. Radamés, que conhecia e admirava o trio norte-americano, tratou de traduzir para o Choro o que os craques de lá faziam com o Jazz.

O Trio Carioca gravou apenas um disco com os choros Cabuloso e Recordando (clique e ouça!), de Radamés, mas até hoje soa como algo revolucionário. Uma perfeita combinação de virtuosismos, balanço e modernidade. Abaixo, Luiz Americano com sua clarineta em estúdio da Rádio Nacional.

Benny Goodman e a Música Erudita

Conta-se que Goodman ficava tão à vontade quando interpretava o Quinteto para clarineta de Mozart quanto quando tocava "Honeysuckle Rose" de Fatz Waller. Sim, o "Rei do Swing" atuou também em concertos, recitais e gravações de música erudita, seja como solista de grandes orquestras ou em grupos camerísticos.

Aqui nesta seção é possível conhecer, ver e ouvir um pouco do que Benny Goodman fez neste gênero.
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O CONCERTO PARA CLARINETA DE PAUL HINDEMITH
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O compositor alemão Paul Hindemith escreveu seu Concerto para Clarineta em lá e orquestra em 1947. A obra foi dedicada a Benny Goodman e teve sua estréia em 11 de dezembro de 1950 com o clarinetista, o regente Eugene Ormandy e a Philadelphia Orchestra.
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O clarinetista David Pino (autor de The clarinet and clarinet playing) não considera o concerto apenas um dos melhores trabalhos de Hindemith, mas o melhor concerto escrito para o instrumento no século XX.
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A obra divide-se em 4 movimentos: o primeiro é sério, em foma-sonata; um scherzo curto, rápido e brilhante; um lento e, finalmente, um em forma rondó, que mantém uma atmosferra poderosa.

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O TRIO CONTRASTS (1938) DE BÉLA BARTÓK
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Contrasts é um trio para clarineta, violino e piano do compositor húngaro Béla Bartók composto sob encomenda para Benny Goodman e o violinista Joseph Szigeti, compatriota de Bartók.

Inicialmente, a ideia era escrever uma peça curta, de dois movimentos e duração próxima a 6 ou 7 minutos. Esta primeira versão da obra, chamada Rhapsody, teve sua estréia em 9 de janeiro de 1939 no Carnegie Hall, com Szigeti, Goodman e o pianista Endre Petri.

Mais tarde, Bartók adicionou um segundo movimento à obra e trocou o nome para Contrasts. Szigeti, Goodman e o próprio Bartók ao piano estrearam a versão final do trio, também no Carnegie Hall, em 21 de abril de 1940 e gravaram-no pouco depois. A publicação veio em 1942 com dedicatória a Szigeti e Goodman.

O trio baseia-se em melodias de danças húgaras e romenas e possui 3 movimentos. O primeiro começa com pizzicatos no violino, com a clarineta introduzindo o tema prinicipal, que é variado depois. O segundo é mais introspectivo e não possui um tema definido. Para o último movimento, o violinista utiliza um instrumento com as cordas afinadas em sol#, ré, lá e mib (o comum é sol, ré, lá e mi). Esta prática, chamada scordatura, é rara atualmente, mas é comum seu uso na música folclórica para dar ao instrumento uma cor sonora diferente. Tal afinação é apresentada logo no início do movimento e, em seguida, surge o tema principal na clarineta. No meio do movimento, há uma seção lenta contrastante.

Ouça a obra completa (gravação em vídeo de Thea King, Yehudi Menuhin e Jeremy Menuhin) clicando nos links abaixo.
BARTÓK - Contrasts para Clarineta, Violino e Piano
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O EBONY CONCERTO (1945) DE IGOR STRAVINSKY

O "Ebony Concerto" de Igor Stravinsky, para clarineta e orquestra de jazz, foi escrito em 1945 a pedido de Woody Herman. Durante seus movimentos - uma abertura Allegro moderato nervosamente ritmada, um Andante central brumoso, do tipo blues e um final Moderato trepidante - esta peça segue um curso inflexível de ritmos contrastados que se opõem fortemente uns aos outros para dar, no final, quase paradoxalmente, um efeito de pureza clássica de estrutura quase primitiva.
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O CONCERTO PARA CLARINETA (1948) DE AARON COPLAND
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Foi no Rio de Janeiro, em 1947, que o compositor norte-americano começou a trabalhar em seu Concerto para Clarineta, que havia sido encomendado por Benny Goodman.
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Diferentemente das obras concertantes e de influência jazzística escritas para clarineta pelos compositores Igor Stravinsky e Leonard Bernstein, que optaram por usar big bands como acompanhamento, o Concerto de Copland possui cordas (violinos, violas, violoncelos e contrabaixos), harpa e piano em sua orquestração.
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A forma do Concerto não é usual. Tratam-se de dois movimentos ininterruptos intercalados por uma longa cadenza (passagem virtuosística geralmente executada somente pelo solista). Vale lembrar que nos concertos costumamos encontrar 3 movimentos: rápido, em forma-sonata; lento, em forma binária; e rápido, em forma rondó. Eles geralmente aparecem separadamente e com a cadenza no final do primeiro movimento.
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No Concerto de Copland, o primeiro movimento começa e termina com uma valsa lenta que nos remete às Gymnopedies para piano de Erick Satie, mas possui uma seção intermediária mais movida. O segundo movimento, que é antecedido pela cadenza, possui uma sonoridade brasileira que divide espaço com muitas menções ao Jazz.
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Em todo o Concerto é possível notar diversas passagens difíceis para o solista, como as notas super-agudas e o glissando final, o que permitiu a Benny Goodman mostrar sua virtuosidade na clarineta.
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Não perca exibição da gravação em vídeo deste concerto durante a programação da Semana Benny Goodman!
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PRELUDE, FUGUE AND RIFFS (1949) DE LEONARD BERNSTEIN


"Prelude, Fugue and Riffs" de Leonard Bernstein foi composta em 1949 para Woody Herman. Embora seu estilo tenha como fonte o jazz, em particular o swing, esta composição contém idéias que se assemelham à da improvisação em um quadro de estruturas estritas de forma quase clássica.

Assista a um vídeo desta obra (com Peter Schmidl, Leonard Bernstein e a Wiener Philharmoniker) clicando aqui


MAIS:
MILLARCH, Aramis: Goodman no clássico com obras de quatro mestres. Artigo publicado pelo caderno Almanaque do jornal Estado do Paraná em 31/05/1987.
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